A nova era de John Ternus e o fim da espera pelo dobrável
Após quase uma década de pesquisa e especulações, a Apple oficializou sua entrada no mercado de smartphones dobráveis. O anúncio ocorreu no dia 9 de setembro de 2026 e marcou a estreia do novo CEO da companhia, John Ternus, que substituiu Tim Cook no início do mês. Em vez de adotar nomenclaturas como "Fold" ou "Ultra", a empresa batizou o aparelho de iPhone Duo, posicionando-o como um dispositivo premium em um mercado já habitado pela oitava geração do Galaxy Z Fold da Samsung.
O iPhone Duo chega equipado com o chip A20 Pro e o sistema operacional iOS 27. O design aposta em uma tela externa de 5,4 polegadas e uma tela interna dobrável de 7,6 polegadas, que conta com acabamento nano-texture para reduzir reflexos e, segundo a fabricante, eliminar o vinco central que sempre foi o calcanhar de aquiles dessa categoria.
Siri Recap: A inteligência artificial que escuta o dia todo
Se o iPhone Duo chamou a atenção pelo hardware, a verdadeira novidade em inteligência artificial veio no pulso. A Apple apresentou o Siri Recap, um recurso de "Audio Intelligence" exclusivo para os novos Apple Watch Series 12 e Ultra 4. A premissa é ousada: o relógio escuta o ambiente ao longo do dia e utiliza a Apple Intelligence para gerar resumos em texto das conversas do usuário.
- O recurso não grava áudio nem gera transcrições completas palavra por palavra.
- As informações são processadas descartando palavras de preenchimento.
- Os textos condensados são criptografados de ponta a ponta e enviados para o Private Cloud Compute da Apple.
- Os resumos são deletados automaticamente após 7 dias se o usuário não optar por salvá-los.
O preço da inovação e a reação do mercado
A recepção da mídia especializada foi amplamente positiva em relação à engenharia do iPhone Duo, destacando a adaptação do iOS 27 para uso com o polegar direito e o sucesso em minimizar o vinco da tela. No entanto, o custo do aparelho é um fator limitante.
Com preço inicial de R$ 21.999 no Brasil (US$ 1.999 nos EUA), o iPhone Duo não será um aparelho de frota corporativa. Seu uso será restrito ao nicho de altíssima renda e executivos C-level, exigindo que desenvolvedores adaptem seus aplicativos para uma minoria com alto poder de decisão.
O que isso muda para a sua empresa
Para o mercado brasileiro, os lançamentos da Apple trazem duas consequências imediatas. A primeira é técnica: empresas que desenvolvem aplicativos, como bancos e e-commerces, precisarão atualizar seus softwares para garantir que a interface se adapte perfeitamente à transição entre as telas de 5,4" e 7,6" do iOS 27.
A segunda consequência é de segurança da informação. O Siri Recap cria um alerta vermelho para o compliance corporativo. Ter executivos ou funcionários usando um relógio que resume automaticamente conversas e reuniões sigilosas pode ferir políticas de confidencialidade e a LGPD. Diretores de tecnologia e times de segurança precisarão revisar urgentemente as políticas de BYOD (Bring Your Own Device) para restringir ou monitorar o uso desse tipo de inteligência artificial em ambientes sensíveis, antes mesmo do recurso ganhar suporte oficial ao português.
Pauta originalmente destacada pela newsletter TechDrops, apurada e desenvolvida pela equipe Neurora.